Biografia de Lygia Pape
Lygia Pape nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1929. Foi uma gravadora, escultora, pintora, professora e artista multimídia brasileira, identificada com o movimento conhecido por neoconcretismo Deixa uma obra marcada pelo abstracionismo geométrico e por uma diversificação exemplar. Uma de suas obras mais instigantes é o Livro Noite e Dia, um conjunto de 365 peças de madeira diferentes umas das outras, em tons que vão do branco ao cinza. Entre vários prêmios que recebeu, destaca-se o da Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1990 com a série Amazoninos.
Nos anos 50, Lygia aprouximou-se dos concretistas, mas acabou integrando o Grupo Frente e assinando o Manifesto Neoconcreto, participando em 1958 da esposiçao internacional de arte concreta, em Zurique, na Suíça. Participou da 3ª, 4ª e 5ª Bienais Internacionais de São Pauço daquele período. Foi muito amiga de Hélio Oiticica, talvez o maior expoente da arte no período e depois de sua morte, em 1980, a artista passou a cuidar do acervo do amigo, retomando a produção artística somente em 1988.
Lygia foi mestre em estética filosófica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro , foi professora da Faculdade de Arquitetura Santa Úrsula e lecionou na Escola de Belas Artes da UFRJ
Com tudo isso podemos concluir que ela "mexia" muito com linhas, com desenhos mais complexos, cheios de linhas paralelas.
Dedicou-se especialmente á xilogravura, sendo adepta do abstricismo geométrico. Para Lygia, a arte era principalmente experiência.
Lygia Pape -> ícone do neoconcretismo= movimento artístico
OBRA: LÍNGUA APUNHALADA
Obra de 1968
Nesta obra, a língua esfaqueada, um contudente comentário sobre o regime militar de 64. "Nessa obra, estou falando de censura. Há também duas colunas de jornais, o meio de ter acesso á informação, mas que, naquela época, era uma informação cortada, e é como se eu estivesse cortando a língua das pessoas", explica Lygia.
Nela também, não só há algo de liberdade ( a artista que deliberadamente apunhala a própria língua), como algo político (com a língua apunhalada, não é possível expressar-se verbalmente, algo que remeteria a censura reinante no período que a obra foi feita, 1968).

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